Quarteto Douro

O Quarteto Douro surgiu com o propósito de contrapor à excelência da produção vinícola duriense e à perfeição da paisagem do Vale do Douro, uma réplica à medida do domínio musical: o mundo do quarteto de cordas.
Formado em 2007, o ensemble actuou pelo Norte do país, guardando como actividade referencial a série de concertos realizada no Museu do Douro (Peso da Régua), como quarteto residente.
O Quarteto Douro propõe, como meta das suas interpretações, o desvendar do conteúdo ideológico-­emocional das obras escolhidas, acompanhado dum atento tratamento estilístico – sendo estas duas vertentes o resultado duma prévia análise das partituras e das circunstâncias que as determinaram.
O repertório deste agrupamento abrange obras duma larga diversidade de estilos e épocas, de Haydn e Mozart a Bartók e Berg – não obstante reservando momentos especiais para compositores portugueses, como C. Carneyro, F. Lopes­Graça, L. de Freitas Branco, A. Delgado e outros.

Radu Ungureanu, 1o violino do Quarteto Douro, nasceu na cidade romena de Târgoviste, onde iniciou os seus estudos musicais, aos seis anos. Com dez anos, continuou a estudar em Bucareste, no liceu de Música no 1, concluindo a licenciatura em violino (professores: Varoujan Cozighian e Avy Abramovici) em 1976, com a qualificação máxima.

Aperfeiçoou­se em “masterclass” com Yury Yankelewitch, Ralph Evans, Ruben Gonzales, Joseph Benyamini e os membros dos quartetos Amadeus, Smetana, Tatrai, A. Berg e Fine Arts.

Foi vencedor de vários concursos nacionais de violino ou de música de câmara e sustentou, desde cedo, uma ampla actividade concertista.

Tocou como solista, com várias orquestras, e sustentou centenas de recitais com piano, a solo ou de música de câmara, em digressões pela França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália, EUA, Espanha, Portugal, Roménia, Inglaterra, Hungria, Bulgária, etc.

Gravou para “Electrecord”, EMI, Erato, Rádio­Televisão Romena, etc.

Com o seu quarteto “Serioso” (1975­1992), tocou a integral dos quartetos de Beethoven (1987­-1988) e Mozart (1989­-1990). Ainda no tricentenário Bach (1985), realizou, em concerto, a Integral das Seis Obras para Violino Solo.

Participou em festivais de Bucareste (G. Enesco), Oradea (M. Haydn), Colonia, Amsterdão, Cagliari, Ferrol, Phenian, Milwaukee, Kerkrade, Lisboa, Aveiro, Vila Real, Paços de Brandão, etc.

Compositores como Wilhelm Berger, Zeno Vancea, Cristian Petrescu, Virgílio Melo, dedicaram­ lhe obras.

Actualmente é Concertino Assistente da Orquestra Nacional do Porto, professor de violino na Escola Superior de Música do Porto e mantém uma constante actividade concertista com o Quarteto Camões, a Oficina Musical, os Trios “Contrastes” e “Enesco” e o Duo, com o pianista Constantin Sandu.

Fundador do Quarteto Douro e Camarata NovNorte.

Doutorado em Música – Violino pela Universidade de Aveiro.

Gaspar Santos, 2o violino do Quarteto Douro, nasceu em Espinho em 1979. Iniciou os seus estudos musicais aos oito anos na Academia de Música de S. Félix da Marinha na classe de violino da professora Odete Ramos.

Aos onze anos ingressa na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave (ARTAVE), onde concluiu o curso básico de instrumentista de cordas, sobre a orientação do professor David Lloyd. Durante este período da sua formação frequentou a Orquestra Artave com a qual realizou uma digressão pelas principais cidades do Brasil.

Posteriormente ingressou no Conservatório de Música do Porto para estudar com o professor Radu Ungureanu.

Foi membro da Orquestra do Norte, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra de Câmara de Coimbra, Orquestra Sinfónica da FAP e Orquestra das Raízes Ibéricas, com as quais realizou diversos concertos com os mais variados maestros por todo o país.

A titulo particular, ou em master classes trabalhou com Suzana Lidegran, Alberto Gaio Lima, André Gousseu, Dona Lee Croft – Royal College of Music, London, Quarteto Brodsky entre outros.

Apresentou-­se como solista com a Orquestra Artave, Orquestra do Conservatório de Música do Porto, Orquestra de Câmara de Pedroso e Orquestra de Câmara de Coimbra.

Obteve o 3o prémio no concurso “Prémio Jovens Músicos” na classe de violino em 1995, o 1o e 3o prémios no Concurso Interno do Conservatório de Música do Porto na classe de Música de Câmara em 1996 e o 1o prémio Europaischen Musikfestival Für Die Jugend, Neerpelt.

Integrou o Quarteto Walter Hidalgo Tango (2004­-2007).

Apresentou­se no TeCA e TNSJ, com a obra “Maria de Buenos Aires” de Astor Piazzolla, 2006.

Membro fundador e 1o violino do Quarteto Aquarelle, com o qual esteve vinculado à ESMAE durante 4 anos na classe de Música de Câmara, do qual se desvinculou em Agosto 2004;

Aluno de Radu Ungureanu na ESMAE.

Toca num violino cópia do “Cannon” de Joseph Guarnerius, contruído pelo Luthier “Eng. Joaquim Domingos Capela – ano 2000 – em Homenagem a José Francisco dos Santos e Maria Assunção M. F. dos Santos”.

Manuel Costa, violetista do Quarteto Douro, nasceu no Porto em 1986. Iniciou os seus estudos musicais no Centro de Cultura Musical e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave em violino e viola. Estudou com os professores Ana Cristina Mikus, Suzanna Lidegran, António Soares e Jorge Alves.

Concluiu a licenciatura em 2008 na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo na classe de viola do professor Ryszard Wóycicki.

Participou em masterclasses com os Professores, Alexei Mikhlin, Paul Wakabayashi, Barbara Friedhoff, Ryszard Wóycicki, Benjamin Chenier, Avri Levitan, Richard Gwilt, Toby Hofmann, Adrian Butterfield, Catherine Denley, Laurence Cummings.

Colaborou em inúmeras orquestra como, Orquestra Artave, Orquestra Sinfonieta da ESMAE, Orquestra ESART, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Barroca da Casa da Música, Orquestra de Câmara do Minho, Orquestra de Espinho, Orquestra de Música Antiga da ESMAE, nas quais trabalhou com os maestros, Xavier Gagnepain, Omri Hadari, António Saiote, Ernest Schell, Cesário Costa, Pedro Neves, Toby Hoffman, Yuri Nasuskin, Ana Mafalda Castro, Laurence Cummings.

Pertenceu a formações de quarteto de cordas com piano, trio com piano, trio de cordas, octeto de cordas e trio com clarinete e piano, sendo orientado pelos professores Ana Mafalda Castro, Jed Barahal, António Saiote, Sofia Lourenço e Radu Ungureanu.

Membro fundador do Quarteto Douro.

Frequenta o curso livre de preparação para mestrado e doutoramento na Universidade do Minho com os professores Jorge Alves e Toby Hofmann.

Actualmente exerce funções de docência na Companhia da Música e no Conservatório Regional Arteduca, sendo também docente convidado da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

Filipe Quaresma, violoncelista do Quarteto Douro, nascido na Covilhã, iniciou os seus estudos musicais em piano aos seis anos de idade no Conservatório da mesma cidade.
Mais tarde, aos doze anos ingressa na EPABI para estudar violoncelo com Rogério Peixinho.
Em 1998 prossegue os seus estudos em Londres na Royal Academy of Music, como bolseiro dessa instituição. Estuda com David Strange e Mats Lidstrom até 2003, terminando o BMus e PostGraduate com as mais altas classificações, tendo­lhe sido conferido o prestigiado Diploma da Royal Academy of Music. Durante os anos em que estudou em Londres foi ainda escolhido para pertencer aos Solistas da Royal Academy of Music, grupo dirigido pela violinista Clio Gould.
Filipe foi premiado em vários concursos: 1996, 1o prémio (solistas nível médio), 2001, 2o prémio (solistas nível superior) no concurso Prémio Jovens Músicos da RDP; 1997, 1o prémio no Concurso Internacional Júlio Cardona (classe B). Em Londres obteve: Norah Mary Turner Trust Award, Sir Arthur Bliss Prize, Foundation Award, S&M Eyres Scholarship, Guilhermina Suggia Scholarship e Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Frequentou Master classes com: Luís Sá Pessoa, Eliaz Arizcuren, Márcio Carneiro, Robert Cohen, Anssi Karttunnen, Colin Carr, Jian Wang e Zara Nelsova.
Integrou a Orquestra de Jovens da União Europeia durante quatro anos consecutivos, tendo tocado em todas as grandes salas europeias.
Ainda em Londres foi convidado a tocar na London Sinfonietta, Orquestra Sinfónica de Londres e em 2003 esteve à experiência com a Orquestra Sinfónica da BBC. Com a Orquestra Sinfónica de Londres participou no concerto de celebração do 75o aniversário de Mstislav Rostropovich no Barbican Hall.
Em Setembro de 2002 foi convidado a tocar no Open Day House do Wigmore Hall em Londres, e em 2003, a convite do violinista Joji Hattori, Filipe tocou com o Tokyo Ensemble.
Como solista tocou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra da Semana Internacional de Música do Luxemburgo, Remix­Orquestra, Orquestra Barroca da Casa da Música, Orquestra Filarmonia das Beiras e Remix Ensemble. Com este último, Filipe tem estreado e gravado inúmeras obras de compositores contemporâneos portugueses e estrangeiros, o que o leva a viajar por Lisboa, Berlim, Madrid, Estrasburgo, entre outros.
Durante a sua experiência orquestral teve oportunidade de trabalhar com Vladimir Askhenazy, Bernard Haitink, Sir Colin Davis, Mariss Jansons, Zubin Mehta, Krzysztof Penderecki, Andre Previn, Seiji Ozawa, Stefan Asbury, Peter Rundel, entre outros.
No âmbito da Música Antiga Filipe trabalha com os mais importantes músicos como Enrico Onofri, Rinaldo Alessandrini, Jap ter Linden, Fabio Biondi, Andrew Parrot, Harry Christophers e Laurence Cummings. Actulmente é o violoncelo principal da Orquestra Barroca da Casa da Música com a qual em 2007 se apresentou a solo, na Sala Suggia, sob a direcção de L. Cummings, com o concerto em sol M de Boccherini, e em Fevereiro de 2008, no Festival Suggia, interpretando o concerto em Lá M de C. P Bach, sob a direcção de H. Christophers.
Filipe é violoncelista da Camerata Senza Misura e do Darcos Ensemble, com os quais desenvolve projectos musicais independentes e se apresenta regularmente em várias salas do país.
Membro fundador do Quarteto Douro.
Actualmente estuda com Natalia Gutman na Scuola di Musica di Fiesole (Florença).